domingo, 8 de novembro de 2009

you can feel it all over.

Steveland Judkins Hardaway, está de volta com tudo.

Desde que escutei pela primeira vez o Innervisions de 73, há uns 4 anos atrás, numa festinha de sábado na casa de uma amiga francesa, que transformei Stevie Wonder no meu mártir musical e meu artista favorito. Discutir as qualidades de seus albúns e da excepcional competência de Stevie é chuver no molhado. Que ele é indiscutivelmente um dos artistas mais completos e talentosos da música no mundo, e na minha opinião o mais, todo mundo já está careca de saber, principalmente sobre a minha opinião. O que eu vou aqui é relacionar acontecimentos recentes com o resgate do "Little" Stevie.

De umas semanas pra cá muitas coisas boas tem acontecido. Na verdade, todas elas estão relacionadas a apenas uma coisa só. Uma única pessoa. Paralelamente a isso, resgatei meus discos de Stevie Wonder, inclusive uns que tinha escutado e não prestado a devida atenção e uns que nunca tinha ouvido também. Pois é, eu estou novamente impressionado com um artista pela segunda vez, assim como aconteceu com Peter Gabriel no post passado, mas dessa vez é mais intenso. Bem mais.
Essa sensibilidade que estou com os discos de Stevie Wonder é certamente devido a essa pessoa. E que ela nem esteja muito aí pra Stevie e prefira John Mayer às vezes, isso não é muito relevante. O que importa nessa história toda é o quanto que as músicas de Stevie Wonder estão me fazendo bem ultimamente, são como um alimentozinho para as coisas boas que estou sentindo de uns dias pra cá, um catalisador de sentimentos bons, apenas os bons.
Um mar de boas vibrações é um disco de Stevie Wonder, já pelo título algumas músicas já se entregam, "I Love Every Little Thing About You", "Happier Than The Morning Sun", "Bird of Beauty", "Smile Please", "Isn't she Lovely", "You're the Sunshine of My Life", "Sugar".
E trechos, "Until the trees and seas just up and fly away, i'll be loving you always", "If there's seven wonders of the world, then i know she's got to be number one", "you're the apple of my eyes", "You can feel it all over". Essas coisas quando ouvidas e cantadas funcionam tão bem, ou até melhor, que qualquer sessão de Ioga, qualquer massagem, ou qualquer livro de Krishna.

Então é isso. Nem as melhores frases dos biscoitinhos do China in Box, nem as melhores sortes do orkut, nem os melhores mapas astrais acertariam o que são estas boas vibrações, com Stevie Wonder de fundo, que vem passando por aqui.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

and the lamb still lies...

Agradeça ao robozinho.

Domingo eu reassisti a melhor animação da Pixar, na minha opinião, "Wall-e". E como se já não bastasse toda a graciosidade e beleza do filme, está nos créditos uma das maiores surpresas (acho que no cinema eu não prestei atenção direito, devo ter saido logo da sala querendo falar pra todo mundo sobre o filme do robozinho), sei que a música de fundo dos créditos é do dono de uma das maiores e mais belas vozes do rock n'roll. Peter Gabriel. "Down to Earth" é a música. Absurda, e de fundo aqueles hieroglifos da humanidade evoluindo com Eva e Wall-E de protagonistas é arretadíssimo.

Apesar de Wall-e merecer um post, este não é sobre ele. E sim sobre o resgate de Peter Gabriel.
Logo que terminou o filme, vim aqui para o computador, ouvir "Down to Earth" incessantemente. Daí me bateu a idéia de baixar o primeiro disco de Peter Gabriel, pós Genesis, de '77. Achei que era de uma imensa vergonha não conhecer a sua carreita solo. Sei que o disco é de uma perfeição absurda, e apenas 2 anos após a sua saída do Genesis, ainda dá pra sentir muita coisa do último disco com a banda, "The Lamb Lies Down On Broadway". Disco que até hoje, 5 6 anos depois de o ter conhecido, ainda está no topo da minha lista de disco favoritos.
Seguinte. Foi inevitável ouvir aqueles gritos de Peter Gabriel no disco de '77 e não apelar para a deliciosa nostalgia de ouvir um disco que você não escutava a anos. E Mergulhei de cabeça no Genesis. Todos os discos, "Trespass", "Nursery Cryme", "Foxtrot", "Live '73", "Selling England By the Pound", "The Lamb Lies Down on Broadway" agora estão sendo novamente degustados por um cidadão alguns anos mais velho.
E é estranho, muito estranho escutá-los hoje. Por que não dá pra não sentir as mesmas coisas que sentia lá pelos meus 15 16 anos. Não dá para não imaginar (por falta de vídeos que prestem) as performances de Peter Gabriel no palco representando Rael na turnê do "The Lamb Lies Down on Broadway", o seu desespero ao encontrar as "Lamias" e as surpresas nas aparições do "Brother John", ou encenando os 22 minutos de "Supper's Ready", ou não se sensibilizar com a história de "Get'Em Out By Friday", ou não pensar que "The Cinema Show" é a música mais bonita do mundo.
Peter Gabriel deu ao Genesis o que toda banda sonha em ter um dia. Uma identidade forte e inerte, que com o passar dos anos não cairia no que seria "o sacal de uma época". Genesis é uma banda formada de super músicos, andando de mãos dadas com a vertente do rock progressivo da época, que às vezes pode até soar cabeçuda. Porém antes de qualquer solo além das nossas habilidades e sons além da nossa capacidade auditiva, as músicas do Genesis, com Peter Gabriel de carro-chefe, tem uma história pra contar em primeiro plano que fazem com que quaisquer sons ou notas esquisitas adiquiram um significado no decorrer da canção. E tudo junto com a linda interpretação de Peter Gabriel, formaria até um quadro. Um quadro táctil, com sons, cheiros e movimentos.

É isso. Venho dizendo que estou passando por uma "síndrome de Peter Pan". Com Genesis de volta com tudo na playlist, tendo "Wall-e" como filme preferido, viciado em um novo jogo do Playstation e pouco se lixando pros mal-gostos e questionários cotidianos.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

sobre o clube. (uma resenha pessoal)

Hoje cedo indo pra faculdade e passando as músicas no som do carro (dependendo da escolha, é o que dita o proceder do meu humor pelo resto do dia).
Já no final da lista parei no velho e até já surrado Clube da Esquina. O comecinho de "Tudo que você podia ser" é covardia demais, não tinha como passar. Sei que fui ouvindo faixa a faixa, palavra por palavra e lembrança por lembrança, tudo atenciosamente durante o resto do dia, em todos os momentos que dirigia e cantarolando em todos os espaços ociosos do trabalho e da faculdade. Ao final de "Ao que vai nascer", notei que todas as músicas do disco tem ou uma lembrança, ou um sentimento, ou qualquer coisa muito marcante em mim. Nada passa despercebido...

Logo a primeira faixa, "Tudo que você podia ser", me remete uma das sensações que mais gosto na vida. Acordar cedo num sábado e com o sol ainda friozinho colocar as malas no carro e sair de casa pra pegar estrada. Vidros abertos. Sentindo o vento frio de cedinho batendo no rosto. Tem mato fechado de um lado, mato fechado de outro e um destino me esperando de braços abertos. Acho que me lembro cada vez que fiz isso na minha vida. E foram inúmeras.
"Cais" é a música mais inspiradora desse disco. Ela não me remete apenas uma coisa em especial, mas sim todos os momentos em que já enchi o coração de esperança e inventei centenas de cais.
A terceira, "O Trem Azul". Através de amigos, foi a música que me apresentou o disco. Então ela está totalmente ligada a toda a turma, a todo mundo que está próximo, todo mundo distante e todo mundo que ainda há de chegar por aí.
Na verdade, todo esse disco tem cara de "estrada", mas algumas se destacam que é o caso de "Tudo que você podia ser" e "Saídas e Bandeiras". "Subir novas montanhas, diamantes procurar, no fim da estrada e da poeira, um rio com seus frutos me alimentar".
Aí vem uma das minhas preferidas, talvez a preferida, "Nuvem Cigana". Quando eu ainda danço com ela o que ela dançar e aceito viver em qualquer parte de seu coração. Alguns momentos raros, repentinos e que passam num piscar de olhos, dos quais eu não me lembro de uma única vez em que não deixei, por medo, o coração bater.
"Cravo e Canela" só me lembra uma das centenas de viagens pra cidade de Natal. Foi a que Seu Oscar me alugou como motorista durante todas as saídas. E nas tardezinhas, com o sol se pondo, num hotel perto das dunas, eu ficava sentando numa espreguiçadeira na frente de um rio, tomando cerveja, com o violão e ouvindo os grilos se chegando.
"Dos Cruces" é viajar tarde da noite. Como passageiro. Pescando com os olhos.
Aí tem aquela faixa 8, "Um Girassol da Cor do Seu Cabelo". No livro "Os Sonhos Não Envelhecem", Márcio Borges conta quando ele compôs a letra, estava com sua namorada deitada no colo, em uma cabine de um trem. Acho que foi isso, mas se não foi, é a lembrança que eu tenho, faz tempo que li. Sei que eu sempre penso nessa situação, e sobre todas elas com seus vestidos, eu me coloco no papel de Marcio Borges. E vou fazendo um imenso jardim de girassóis.
Em "San Vicente" mais uma vez eu volto as estradas. Vou me lembrando de cada cidadezinha que já passei, cada rosto desamparado, com sabor de vidro e corte.
"Estrelas" é a poeira na noite, que fica clara como vaga-lumes quando vista contra a luz dos faróis dos caminhões na estrada.
Sabe quando num filme toda vez que aparece um personagem e toca a sua música, pois pronto, a minha seria "Clube da Esquina N°2", a versão do disco, só com o instrumental.
"Paisagem na Janela" é uma lembrança mais concreta. Foi num fim de tarde, lá em Barra de Sirinhaém, eu estava apoiado na janela com um copo de cerveja e escutando a música de Lô, tava um ventinho frio, ameaçando um chuvisco, olhando a paisagem da frente da casa. Um rio imenso e várias jangadas e pescadores. E no terraço ficava Tia Sandra e Tio Roberto, sentados no chão e cantando comigo "da janela lateral, do quarto de dormir...".
Alaíde Costa com Milton Nascimento em "Me Deixa em Paz". Eu tenho um avô que é uma figura. Seu Ellon era quase que um galã de cinema na sua juventude e ainda tem o jeitão do maior galanteador das redondezas, mas até que hoje ele está mais quieto. Meu pai conta que toda vez que ele chegava numa roda de amigos e via alguém com o violão, que normalmente era o meu pai, ele dizia: -Toca aquela, "Se você não me queriiiia, não devia me procuraaaar, não devia me iludiiiir".
"Os Povos", é aquela hora da viagem que você não lembra mais de nada, nem de onde veio, nem pra onde vai. Nada na cabeça. As únicas coisas presentes são o barulho dos carros passando e o vento assobiando no vidro entreaberto.
"Saídas e Bandeiras" novamente. Acorda e olha a estrada.
"Um Gosto de Sol", é todo aquele sentimento do final de "Cais". Só que orquestrado.
"Pelo Amor de Deus". É o caos, é uma obra na fundação. Estaqueamento, barulho e sol quente.
"Lília" me dá vontade de compor. Qualquer coisa.
E começa "Trem de doido". Absurda. Essa me lembra São Paulo. Lembra algumas pessoas que conheci numa vez que fui para Bauru. Foi lá que um camarada me apresentou Beto Guedes, o dono dos solos desta música. Ele me mostrou o LP "A Página do Relâmpago Elétrico" e disse: "Escute esse disco". Só isso. Hoje é um dos meus discos favoritos. Fácil. "Trem de doido" é minha paixão por Beto Guedes.
E a chegada. "Nada será como antes" é sempre chegar no destino. Não sei, acho que eu sempre coloco o disco no carro no espaço de tempo que faz com que a penúltima música comece a tocar exatamente quando eu estou chegando. É quando se está ligando para quem o espera. "Olha, tô chegando. Vai colocando as cervejas pra gelar".
E finalmente a última faixa. A primeira vez que, realmente, ouvi "Ao que vai Nascer", foi no ano passado. Eu estava voltando da faculdade, dentro do ônibus, com fones no ouvido. E eu fiquei abestalhado. Juro. Até hoje eu lembro como fiquei completamente de cara com a música. É o final mais perfeito para o disco mais maravilhoso da nossa música.

Pra fechar. E Como disse no início, esse foi o disco escolhido na segunda feira de manhã, e foi o que procedeu o meu humor. Cheio das mais nostalgicas e boas lembranças, de planos futuros, expectativas e uns apertos no coração vez em quando.
Chega 19 de Setembro.

sábado, 29 de agosto de 2009

when i get older.

...losing my hair.

Quando dá 8 horas da manhã de um sábado e eu acordo, depois de uma longa e agitada noite, começo a acreditar que essa é a gota d'agua dos indícios da minha idade chegando. E minha idade chega na mesma proporção que minha paciência pra certas coisas se vai.
A começar pela minha cidade, na verdade pelos moradores dela, principalmente os do meio "cool" que convivo. Ontem à noite eu voltei mais uma vez sem a turma, e no táxi de volta conversei água com o taxista durante R$20,00 do taxímetro, sobre exatamente esses moradores. Talvez esse tenha sido o motivo de uma reflexão maior sobre a coisa toda. Algo que sempre tenho feito ultimamente é ficar sentado com amigos num dos banquinhos de granito que tem na calçada da rua mais badalada da sexta feira, e tomando uma cerveja e segurando um cigarro, ficar vendo as "pessoas que passam". Acho que esses meus conterrâneos vêm se esforçando demais para parecerem alguma coisa e quando eu digo "parecerem", é "parecerem", não é um esforço pra "ser". "Ser" dá muito trabalho. Para que "ser", se eu posso "parecer"? Não que isso me irrite, não, estou muito longe dessa rabugentisse, eu apenas fico matutando o quão diferente eu sou de boa parte desses meus vizinhos e que eu não tenho mais a já citada, paciência, pra essas pessoas. Terminei a noite no "sambão", cheio de gente estranha e mais velha, mas que estavam pouco se lixando para o que o pessoal da mesa ao lado achava deles. O segredo deve estar na idade.
Outro indício aparece fácil quando o assunto são as mulheres, na verdade as garotas (da minha idade) dessa cidade. Esse foi outro assunto com o taxista, lá pelos R$12,00 dos R$20,00. Uma das coisas que me dá muito prazer quando estou com uma mulher é jogar conversa fora, tomar cerveja e falar besteira pelo resto da noite. Uma vírgula, existe no mínimo mais umas 8 coisas que dão mais prazer estando com uma mulher do que isso, mas eu quero me deter a primeira. Retomando o fio da meada, acho absurdo ver essas garotas se portando como "velhas", pegando nossa jovialidade fazendo uma trouxinha e jogando no mato. Não saber aproveitar as oportunidades por medo, por desconfiança ou pior por ser "bandida". Essa é uma palavra que vem sendo usada em praticamente todos os diálogos com a turma. Algumas fazem questão de entrar na bandidagem cedo, nem direito são garotas, são umas meninas, e aposto que a maioria delas não tem rancor nenhum, nunca se casaram, nem divorciaram, não tem filhos pra cuidar, não tem praticamente nada que justifique amargo algum na "vida amorosa". Daí eu sento e enquanto espero conversar, claro que existem segundas intenções, terceiras e quartas, mas elas sempre esperam que eu vá dar em cima, que vá encher a bola delas e dizer "ó, como você está linda", pelo simples fato de saber que tem alguém a adimirando, tipo uma mulher com seus 30 anos atrás de adimiradores para a sua nova plástica. Eu adoro elogiar, mas odeio fazer isso pra alguém que espera por puro narcisismo, prefiro não falar é nada sabe. Pois é, eu ando perdendo a paciência pra isso também, e por mais que eu ache a minha companhia linda eu não perco tempo "enxarcando" por "enxarcar". Quer conversar, a gente conversa, quer outra coisa, deixe claro. Sei que no "sambão" só o que tinha eram mulheres, pouquíssimas garotas, e mais uma vez essa gente estranha e mais velha me surpreendeu, dava pra ver claramente muito mais daquela jovialidade jogada no mato alí nas Meninas de 23 anos pra cima, do que no meu meio "cool" nas Mulheres 23 pra baixo.

Chega. Essas sexta feiras são sempre bem proveitosas, toda vez acordo no sábado com novos ares. E na bem da verdade, eu só estou aqui fazendo algumas tempestades em copo d'água mesmo, tipo as neuroses de Woody Allen. Porque eu gosto do meio "cool" que vivo, acho que ainda é o melhor ambiente da minha cidade e gosto, fácil, das mulheres de 23 pra baixo, sempre acabo de historinha com uma delas e deixando as de 23 pra cima de lado. Que é que eu posso fazer? Com 21 anos, é arrumar mais paciência pra essas coisas. E eu arrumo. Fácil.

Stevie Wonder no MP3, andar de bike por aí. E mais tarde já estou no meio "cool" novamente.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

continuum.


Musicalmente, eu sempre tive uma adimiração imensa por John Mayer, confesso que era mais por suas participações a parte da sua carreira, como em parcerias com Eric Clapton, B.B. King do que pelo seus discos em si, nos quais minha relação era apenas sentimentalóide mesmo. Até um dia desses, quando resolvi resgatar o "Room For Squares" numa loja de discos para dar de presente a uma amiga. "Room For Squares", que é oficialmente o seu disco de estréia certamente foi um dos que mais embalaram meu colegial, fato este que explica minha relação com esse disco ser tão mais sentimental do que musical, apesar de que, depois de ter re-escutado o Room alguns anos depois, notei que é de uma competência absurda para um artista que estava tentando alcançar o estrelato através de "pop girls colegial classics songs of love". "83", "No Such Thing", "3x5", "Neon", além da criatividade e do sentimentalismo contido nas letras as melodias do Room são muito bonitas e como em "No Such Thing" existe uma forte influência de acordes jazzisticos. Enfim, "Room for Squares" é recomendadíssimo. E confesso que até "Your Body is a Wonderland", a rainha da "girl pop song", eu adoro. Fácil.
Porém não é do "Room for Squares" que quero falar nesse post e sim do seu mais recente disco de estúdio, "Continuum".
O ponto de partida do meu resgate por John Mayer foi devido à morte de Michael Jackson. Fúnebre. Pois é, no funeral de Michael, John Mayer fez uma participação que pra mim foi das melhores, lado a lado com a de Stevie Wonder. Ele subiu no palco, com uma guitarra surrada e tocou, apenas tocou, "Human Nature". Mayer entrou mudo e saiu calado, mas foi emocionante. De encher os olhos.
Daí eu comprei o "Room for Squares" e fiquei ouvindo, ouvindo, ouvindo e relembrando minha "criancisse". Até que ontem eu baixei o "Continuum", já tinha ouvido um ao vivo anterior que John Mayer tocava com uma banda, John Mayer Trio, ótimo, discaço.
Sei que o baixei ontem à noite e não deu tempo de ouvir, coloquei no mp3 e liguei no som do carro hoje de manhã indo para a faculdade. Estava atrasado. Mas desacelerei, fácil, quando começou a tocar "Waiting on the world to change" e juro como tive vontade de parar o carro na Avenida e terminar de ouvir o disco todo na faixa 2 "I Don't Trust Myself (With Loving You)", dane-se a aula de Desenho Técnico. Mas não parei não. Vontade não faltou. Casa para faculdade, faculdade para o trabalho, trabalho para casa, em todos esses percursos dessa segunda feira "Continuum" não parou um segundo só dentro do carro.
É incontestável o quanto John Mayer evoluiu do "Room for Squares" para o "Continuum", são anos luzes a frente. Sem perder a criatividade e o romantismo das letras, Mayer deu uma turbinada incrível nas melodias, nos solos de guitarra, nas influências notáveis do disco, são facilmente identificáveis fortes toques de blues, soul e o tal jazz. Em "Continuum" John Mayer nos mostra o verdadeiro compositor que ele é, que é facilmente um dos melhores da atualidade. O disco tem direito até a um cover de Hendrix, "Bold as Love". Absurda.
Nesse dia que tenho ouvido o "Continuum" eu fico pensando em compositores de alto nível. Penso o seguinte, que se Stevie Wonder pega o "Continuum" e escuta "I Don't Trust Myself" por exemplo, Marvin Gaye "Vultures", e Hendrix a sua homenagem "Bold as Love", eles deve pensar consigo mesmo "Esse rapaz definitivamente está no caminho certo".

John Mayer - Continuum (2006). Vair continuar sendo o disco da semana, fácil.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

corvos negros.

10 razões que fazem The Black Crowes das melhores (se não a melhor) banda de 90 pra cá.

1- Sometimes Salvation.
2- Remedy.
3- Thorn in My Pride.
4- Chris Robinson já foi casado com a Kate Hudson.
5- Os caras são muito cools.
6- As melhores baladas.
7- Os melhores "rockers" também.
8- Chris Robinson tem filhos com a Kate Hudson.
9- Ouvir um disco com espírito e roupagem 70tista.
10- Gravações que fazem gosto de ouvir.

(post feito com o intuito de recuperar o espírito "cool" desse blog)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

nem aqui eu estaria.

Há quem diga que sinceridade é a melhor qualidade que uma pessoa possa ter.
Pois bem, eu também achava. Na verdade eu tinha até certeza.

É incrível como as maiores virtudes podem ser desvirtuadas para um caminho totalmente contrário quando se utilizadas em momentos inoportunos. Seria ótimo se a gente tivesse um marcador de virtudes. Você está com alguém e olha no seu marcador: "agora seja sincero", "agora íntegro", "agora amável", "agora carinhoso". 90% dos meus problemas seriam resolvidos.
É por falta desse marcador que muitas vezes dá vontade de esquecer qualquer uma dessas coisas que carrego comigo, ou que pelo menos acho que carrego. Esquecer sinceridades e integridades, as quais dependendo dos momentos que são mostradas, tanto podem ser adoráveis como completamente descartáveis e talvez até erradas. Pois é, quem sabe uma mentira de pernas curtas viva bem de muletas, ou talvez quem cala não está consentindo, simplesmente não quer se pronunciar.

Entretanto, acho que a personalidade de alguém se baseia exatamente nessas virtudes, na falta ou no excesso. E aos 20 e poucos anos eu já tenho a minha praticamente formada. Seja na falta ou no excesso, eu nem vou tirar nem por. É isso mesmo e acabou-se.

Pois é, talvez se hoje eu tivesse esquecido tudo isso, "siceramente", nem aqui eu estaria.
Mas, problema. É como diria Sinatra: "That's life".

(Na foto: Marilyn Monroe e Frank Sinatra)